Os sóis do futuro

Quando os sóis se põem
Eu me pergunto:
Que do meu amor
Restará?

Alguma fabulosa
História ou canção?
Alguma coisa
A aprender?

Irá me engajar
Em alguma luta
Que valha a pena
O sofrer?

Irá me despojar
Do escudo e espada
Das estratégias
E da lança?

Aquelas de outrora
Usadas nas minhas
Sutis e internas
Batalhas

Que sempre colocava
Para fora e agora
Eu mais duvido
Da sua prática

Quando os sóis fenecerem
No morno horizonte
Ao fogo pálido
Das paixões

Não me restará muito
Dos amores passados
Nem dos valores
Dormecidos

Pela sua inconstante
Inutilidade
Nos novos tempos
Pensamentos

Que então sugere os novos
Conceitos e visões
Sobre o amor
Libertista
Liberto



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